Gustavo Uribe
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Uribe tem duas paixões: política e café. Cobriu 4 presidentes e 4 eleições presidenciais. E acorda todo dia às 5h da manhã para trazer em primeira mão os bastidores do poder

STJ mantém análise de processo disciplinar contra Buzzi

Julgamento da denúncia por assédio sexual está marcado para próxima quinta-feira (6), a partir das 9 horas

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O presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Herman Benjamin, indeferiu pedido para adiar o julgamento de processo administrativo disciplinar contra o ministro Marco Buzzi.

A análise da denúncia por assédio sexual vai ocorrer na quinta-feira (6) da próxima semana, a partir das 9 horas. Buzzi é acusado de importunação e assédio sexual por duas mulheres. A intenção é encerrar o caso antes da posse da nova gestão do STJ, marcada para o dia 19 de agosto.

O ministro Luis Felipe Salomão, que assumirá o comando do STJ, integra a comissão responsável pela instrução do processo disciplinar. Também fazem parte da comissão os ministros Benedito Gonçalves e Ricardo Villas Bôas Cueva.

O processo entrou na reta final depois da oitiva de testemunhas e da apresentação das alegações finais por parte do MPF (Ministério Público Federal) e das defesas das denunciantes.

Buzzi está afastado das funções desde fevereiro. O PAD (Processo Administrativo Disciplinar) contra ele foi aberto em abril, após uma sindicância interna instaurada para apurar as acusações.

A primeira denúncia envolve uma jovem de 18 anos, filha de amigos da família do ministro. Segundo o relato, o episódio ocorreu em janeiro durante um banho de mar na Praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú (SC).

A segunda acusação foi feita por uma ex-colaboradora terceirizada do gabinete de Buzzi. Ela afirma ter sofrido toques não consentidos e comentários de teor sexual entre 2023 e 2025 no ambiente de trabalho.

A defesa de Buzzi nega as acusações. No caso da praia, os advogados afirmam que depoimentos, imagens de câmeras de segurança, laudos médicos e perícias no local demonstram que a importunação contra a jovem não ocorreu.

Os defensores também sustentam que as condições físicas do ministro e o estado do mar tornariam inviável a conduta narrada. Buzzi usa bengala, tem histórico de quedas e apresentou documentos médicos no processo, inclusive alegando disfunção erétil.