Toffoli deve ser aconselhado a deixar relatoria do caso Master
Ministro resiste e afirma não haver motivo de suspeição ou impedimento
O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), deve ser aconselhado a deixar a relatoria da investigação do Banco Master.
Nos bastidores, ministros da Suprema Corte dizem que a menção a Toffoli no celular de Daniel Vorcaro, ainda que não indique irregularidade, criou uma crise de imagem ao Poder Judiciário. O que, na avaliação de magistrados com quem a CNN conversou, pode estimular retaliações no Congresso Nacional, como pedidos de impeachment ou restrições de atuação da Suprema Corte.
O ministro, porém, resiste. Ele tem argumentado nos bastidores que não há motivo para deixar a relatoria, já que não há impedimento ou suspeição para que ele siga à frente do caso.
O entorno do magistrado argumenta que, caso Toffoli deixe a relatoria, demonstraria fraqueza pública, e que o momento é de reafirmar a sua autoridade.
A decisão final cabe ao presidente do STF, Edson Fachin, que compartilhou as informações com Toffoli e não deu mostras de que pode mudar a relatoria da investigação.
No entanto, magistrados da Suprema Corte avaliam que um gesto de Toffoli, abrindo mão da relatoria, poderia aliviar a crise de imagem enfrentada pela Corte depois do episódio.
Toffoli tem dito a interlocutores que recebeu dividendos da Maridt, empresa da qual é sócio com seus familiares, e que declarou os valores recebidos à Receita Federal.
O analista da CNN Caio Junqueira revelou nesta quarta-feira (11) que mensagens periciadas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro trazem menções de pagamentos que seriam a Toffoli.
Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro, e alvo das investigações, aparece nas mensagens fazendo referências a essas transferências.


