Isabel Mega
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Isabel Mega

Mineira, gosta de uma boa prosa. Filha do rádio, ouve, observa e explica as complexidades da política direto de Brasília

Alckmin ganha protagonismo e grava para horário eleitoral de Lula

Esquecido no primeiro turno, vice vira ativo para atrair eleitorado de centro

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O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), ganhou protagonismo na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição e gravou as primeiras inserções para o programa eleitoral de TV no segundo turno.

Até aqui, Alckmin estava “esquecido” pela campanha do presidente Lula. Passado o baque com o resultado do primeiro turno, um dos freios de arrumação é dar mais espaço ao vice.

Alckmin é visto como um ativo para fazer acenos ao eleitorado de centro, atrair apoios setoriais e tentar ampliar votos no estado de São Paulo, governado por ele por quatro vezes.

A falta de espaço para Alckmin na propaganda vinha sendo criticada internamente por aliados do presidente Lula e foi exposta publicamente com as críticas da ex-ministra Kátia Abreu em falas em reuniões e entrevistas.

Reservadamente, petistas têm dito que é hora de apostar mais na imagem de Alckmin e menos na da primeira-dama Janja, que tem sido alvo de críticas pela concentração de poder na campanha e por falas contra figuras como Nikolas Ferreira (PL-MG), que podem ter custado votos a Lula.

Alckmin também tem sido cogitado para assumir o Ministério da Fazenda em um eventual governo Lula 4. O vice foi ministro do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) do atual governo.

A ideia, no entanto, é vista por alas do governo como fogo de palha para atrair atenção.

No último domingo (4), após sair atrás de Flávio no primeiro turno, o presidente Lula fez gestos a Alckmin e disse que na segunda fase do “campeonato brasileiro”, ele e o vice ganhariam as eleições.

Na sequência, Alckmin falou em reverter votos e disse estar “com energia total” para fazer campanha no segundo turno após disparar críticas contra o governo Bolsonaro.

“Quem pode fazer mais pela saúde? Os negacionistas que levaram a 700 mil mortes na Covid ou o governo do presidente Lula que cuida das pessoas, que prioriza a vida, a saúde da população? Nós vivemos um momento de mudança tecnológica. Quem pode fazer mais pelos mais pobres? O mundo fica bilionário, trilionário, tem uma pessoa que tem mais dinheiro que o estado de São Paulo inteirinho. Quem pode promover justiça social? O presidente Lula não tira imposto de renda para comprar arma, jetski, mas tira de quem ganha até R$ 5 mil. Quem pode salvar a democracia? O presidente Lula não tem como ídolo o coronel Ustra. Aliás, quem é contra a democracia não deveria nem disputar a eleição”, disse.