Aliados preveem PSD de Kassab perder força com avanço do PL
Entorno vê dirigente do partido fortalecido caso Lula saia vitorioso no segundo turno
Aliados do presidente do PSD, Gilberto Kassab, avaliam que a única chance do político sair fortalecido da eleição de 2026 é se houver uma vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em um cenário de Flávio Bolsonaro (PL) saindo vitorioso da disputa presidencial, a avaliação é de que Kassab não encontrará espaço em uma articulação junto ao Partido Liberal.
A avaliação é de que o presidente do PSD moveu peças erradas no primeiro turno. Aliados ponderam, sob reserva, que Kassab se indispôs muito com o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), e que isso o afasta de uma composição com o bolsonarismo.
Outro "erro" no caminho apontado por integrantes do PSD foi a insistência na candidatura do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que saiu do União Brasil e foi para a sigla para se candidatar.
A avaliação é de que Kassab tomou uma série de decisões isoladas, que não ouviu aliados e que a alternativa foi manter a posição de neutralidade do PSD enquanto a sigla aguarda o desfecho da disputa presidencial.
Em 2024, o PSD saiu fortalecido das eleições municipais e venceu em 891 cidades. Em 2026, o partido perdeu cadeiras no Senado frente ao avanço do bolsonarismo. A sigla de Kassab perdeu oito vagas e terá cinco representantes, enquanto o PL saltou de 15 para 28.
Na Câmara, o partido elegeu 43 deputados federais, uma cadeira a mais desta vez. O partido manteve os governos de Pernambuco e Sergipe, com as reeleições de Raquel Lyra e Fábio Mitidieri. Venceu ainda no Maranhão, com Eduardo Braide, e no Amapá, com Antônio Furlan.
Em 2022, o partido havia conquistado dois governos estaduais. No segundo turno deste ano, ainda está em aberto a disputa no Amazonas, entre Omar Aziz (PSD) e Maria do Carmo (PL).



