Isabel Mega
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Isabel Mega

Mineira, gosta de uma boa prosa. Filha do rádio, ouve, observa e explica as complexidades da política direto de Brasília

Campanha de Lula acende sinal de alerta sobre eleitor jovem

Atlas/Bloomberg aponta desaprovação de 81% entre votantes de 16 a 24 anos

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A campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem tido uma preocupação crescente com o eleitorado jovem e prepara estratégias para atingir esse público.

A pesquisa Atlas/Bloomberg desta quarta-feira (1) acendeu um sinal de alerta, nos governistas, sobre os eleitores de 16 a 24 anos.

Pelos dados, Lula acumula uma desaprovação de 81,2% nessa faixa etária. É o público com a pior avaliação de desempenho do presidente da República.

Apenas 18,8% desse segmento dizem aprovar Lula e 0,1% não responderam.

Segundo o levantamento, a faixa etária onde Lula vai melhor é a de 60 até 100 anos de idade, ou seja, formada 100% por eleitores que não são obrigados a votar.

O time de Lula ainda não tem um diagnóstico traçado, mas mira ações para tentar ampliar o vínculo do petista com o público jovem.

Os dados gerais do levantamento, no entanto, foram celebrados pela campanha presidencial.

A avaliação da campanha petista é de que o principal opositor de Lula, o senador Flávio Bolsonaro (PL), é muito mais rejeitado do que se esperava.

Segundo a Atlas/Bloomberg, Flávio tem uma rejeição de 53%. São 10 pontos a mais que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e 8 a mais que o pai, Jair Bolsonaro.

Já Lula é rejeitado por 48,6% dos eleitores. Flávio e Lula só não ganham de Aécio Neves, que é o nome pesquisado mais rejeitado, com um índice de 54%.

Em cenários testados sem Lula e com Haddad ou Alckmin, Flávio sairia derrotado do segundo turno Com o ex-ministro da Fazenda, a diferença é apertada: Haddad tem 46,4% e Flávio, 42,8%.

Alckmin se sairia melhor e também venceria no segundo turno: neste cenário, o vice-presidente levaria a melhor com 47,4% contra 41,7% de Flávio.