Campanha de Lula acende sinal de alerta sobre eleitor jovem
Atlas/Bloomberg aponta desaprovação de 81% entre votantes de 16 a 24 anos

A campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem tido uma preocupação crescente com o eleitorado jovem e prepara estratégias para atingir esse público.
A pesquisa Atlas/Bloomberg desta quarta-feira (1) acendeu um sinal de alerta, nos governistas, sobre os eleitores de 16 a 24 anos.
Pelos dados, Lula acumula uma desaprovação de 81,2% nessa faixa etária. É o público com a pior avaliação de desempenho do presidente da República.
Apenas 18,8% desse segmento dizem aprovar Lula e 0,1% não responderam.
Segundo o levantamento, a faixa etária onde Lula vai melhor é a de 60 até 100 anos de idade, ou seja, formada 100% por eleitores que não são obrigados a votar.
O time de Lula ainda não tem um diagnóstico traçado, mas mira ações para tentar ampliar o vínculo do petista com o público jovem.
Os dados gerais do levantamento, no entanto, foram celebrados pela campanha presidencial.
A avaliação da campanha petista é de que o principal opositor de Lula, o senador Flávio Bolsonaro (PL), é muito mais rejeitado do que se esperava.
Segundo a Atlas/Bloomberg, Flávio tem uma rejeição de 53%. São 10 pontos a mais que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e 8 a mais que o pai, Jair Bolsonaro.
Já Lula é rejeitado por 48,6% dos eleitores. Flávio e Lula só não ganham de Aécio Neves, que é o nome pesquisado mais rejeitado, com um índice de 54%.
Em cenários testados sem Lula e com Haddad ou Alckmin, Flávio sairia derrotado do segundo turno Com o ex-ministro da Fazenda, a diferença é apertada: Haddad tem 46,4% e Flávio, 42,8%.
Alckmin se sairia melhor e também venceria no segundo turno: neste cenário, o vice-presidente levaria a melhor com 47,4% contra 41,7% de Flávio.



