Cury atribui estagnação à dificuldade em "furar a bolha" e estabelece metas
Campanha quer tornar candidato conhecido entre 70% da população

A campanha de Augusto Cury (Avante) reconhece a dificuldade em "furar a bolha" do eleitorado fiel ao lulismo e ao bolsonarismo e vê um cenário de estagnação do candidato.
O time de Cury fala em fazer ajustes de estratégias para buscar uma consolidação. A avaliação interna é de que é preciso aumentar exponencialmente o grau de conhecimento do escritor, embora o desafio seja o tempo curto até as eleições. A meta é saltar dos 40% de conhecimento para 70% até a véspera do primeiro turno.
O escritor chegou a pontuar dois dígitos em diferentes pesquisas logo após o primeiro debate presidencial e durante um boom nas redes sociais, em que aumentou o número de seguidores em cerca de 20% em menos de uma semana.
Nos dois últimos levantamentos, no entanto, Cury estagnou e apresentou desempenho numericamente abaixo. Na BTG/Nexus desta terça-feira (8), o candidato do Avante encolheu dois pontos dentro da margem de erro e atingiu o terceiro lugar com 9%.
Na Genial Quaest dessa segunda-feira (7), Cury manteve a colocação, mas também perdeu dois pontos dentro da margem de erro e ficou com 8%.
Cury tem navegado na crise do STF (Supremo Tribunal Federal) para defender a bandeira de impeachment de ministros da corte e endossar um discurso reformista
“Eu provocaria o Congresso para mudar a Constituição para mandatos de oito anos, com o fim da vitaliciedade. Em segundo lugar, dois terços deveriam ser magistrados, dois ou três do Ministério Público e um advogado. E o ideal seria que as próprias classes pudessem escolhê-los para que houvesse o mínimo possível de interferência do Executivo no Judiciário. Infelizmente, os três poderes estão contaminados”, disse o candidato à Presidência da República em entrevista à CNN.



