Isabel Mega
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Isabel Mega

Mineira, gosta de uma boa prosa. Filha do rádio, ouve, observa e explica as complexidades da política direto de Brasília

Cury atribui estagnação à dificuldade em "furar a bolha" e estabelece metas

Campanha quer tornar candidato conhecido entre 70% da população

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A campanha de Augusto Cury (Avante) reconhece a dificuldade em "furar a bolha" do eleitorado fiel ao lulismo e ao bolsonarismo e vê um cenário de estagnação do candidato.

O time de Cury fala em fazer ajustes de estratégias para buscar uma consolidação. A avaliação interna é de que é preciso aumentar exponencialmente o grau de conhecimento do escritor, embora o desafio seja o tempo curto até as eleições. A meta é saltar dos 40% de conhecimento para 70% até a véspera do primeiro turno.

O escritor chegou a pontuar dois dígitos em diferentes pesquisas logo após o primeiro debate presidencial e durante um boom nas redes sociais, em que aumentou o número de seguidores em cerca de 20% em menos de uma semana.

Nos dois últimos levantamentos, no entanto, Cury estagnou e apresentou desempenho numericamente abaixo. Na BTG/Nexus desta terça-feira (8), o candidato do Avante encolheu dois pontos dentro da margem de erro e atingiu o terceiro lugar com 9%.

Na Genial Quaest dessa segunda-feira (7), Cury manteve a colocação, mas também perdeu dois pontos dentro da margem de erro e ficou com 8%.

Cury tem navegado na crise do STF (Supremo Tribunal Federal) para defender a bandeira de impeachment de ministros da corte e endossar um discurso reformista

“Eu provocaria o Congresso para mudar a Constituição para mandatos de oito anos, com o fim da vitaliciedade. Em segundo lugar, dois terços deveriam ser magistrados, dois ou três do Ministério Público e um advogado. E o ideal seria que as próprias classes pudessem escolhê-los para que houvesse o mínimo possível de interferência do Executivo no Judiciário. Infelizmente, os três poderes estão contaminados”, disse o candidato à Presidência da República em entrevista à CNN.