Isabel Mega
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Mineira, gosta de uma boa prosa. Filha do rádio, ouve, observa e explica as complexidades da política direto de Brasília

Novo avalia ficar neutro em Minas Gerais

Possibilidade ganha força caso partido não consiga emplacar vice em eventual chapa de Mateus Simões

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O Partido Novo avalia ficar neutro na disputa ao governo de Minas Gerais caso não consiga emplacar o nome do vice em uma possível chapa de Mateus Simões (PSD).

Simões assumiu o governo do estado neste domingo (22) e é o nome de Zema para a sucessão. Ele deixou o Novo e se filiou ao PSD em outubro, mirando justamente a disputa pelo comando do estado em 2026.

O acordo era de que o Novo indicaria o vice, mas hoje lideranças do partido veem sinalizações ainda confusas do PSD.

Dentro do bolsonarismo, no entanto, Zema é apontado como um dos principais cotados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para ser o vice do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O ex-governador, no entanto, mantém o plano de seguir com a própria candidatura.

Em anotações sobre os cenários nos estados, Flávio Bolsonaro chegou a escrever que Mateus o "puxaria para baixo" se fosse candidato. No rascunho, ele também apontou que os senadores Cleitinho (Republicanos) e Rodrigo Pacheco (PSD) também seriam candidatos.

Cleitinho tem liderado os cenários em diferentes institutos de pesquisa. Pacheco ainda está em tratativas para deixar o PSD.

Outra articulação em andamento é para a filiação de Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, ao PL como uma opção no lugar de Cleitinho, caso o republicano não avance com os planos de disputar o governo de Minas.

A candidatura de Cleitinho é vista como um obstáculo para o crescimento de Mateus como sucessor de Zema. Reservadamente, aliados do governador traçam comparações com o cenário do Paraná, em que Sergio Moro (União) também se tornou um obstáculo para o avanço de um sucessor do governador Ratinho Jr. (PSD).