Isabel Mega
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Isabel Mega

Mineira, gosta de uma boa prosa. Filha do rádio, ouve, observa e explica as complexidades da política direto de Brasília

PL e centrão já fazem contas sobre presidência do Senado

Alcolumbre enfraquecido e eleição de Lira entram nos cálculos

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O PL (Partido Liberal) e o centrão já fazem cálculos sobre a presidência do Senado em 2027. A sigla de Flávio Bolsonaro terá a maior bancada da casa no ano que vem, com 28 integrantes, e pretende lançar Rogério Marinho para o comando.

Davi Alcolumbre (União-AP) saiu enfraquecido do resultado de primeiro turno e tende a seguir alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Isso também influencia no comportamento dos demais integrantes do centrão, cujos partidos estão migrando da neutralidade para o apoio a Flávio.

Se o petista sair vitorioso do segundo turno, aliados de Alcolumbre ainda apostam que é possível ele cavar 42 votos e ganhar em um cenário apertado no ano que vem.

Outra peça importante da equação é Arthur Lira (PP-AL), que venceu a eleição para o Senado e é visto como uma figura competitiva para ameaçar o protagonismo de Alcolumbre na casa.

Aliados, no entanto, projetam que Lira não deve disputar a presidência logo no ano que vem. A ideia é que ele aposte em um comando a longo prazo. Se eleito em 2027, ele poderia ficar somente dois anos. Se ele assume em 2029, consegue disputar duas vezes e ficar por quatro anos no poder.

Isso também abre margem para uma construção com o PL. Na eleição em Alagoas, a sigla caminhou junto com Lira e a saída de Alfredo Gaspar (PL-AL) da disputa ao Senado para ser vice de Flávio na chapa presidencial aumentou as chances de Lira ser eleito para a casa.

Outro nome ainda considerado nos cenários é o de Teresa Cristina, do PP, que também já manifestou intenção de disputar o comando do Senado. A senadora, no entanto, já sinalizou que estaria disposta a abrir mão no ano que vem para apoiar Marinho.