Plano de governo de Zema prevê privatizações e fim de "penduricalhos"
Pré-candidato à presidência lançará diretrizes na quinta-feira (16), em São Paulo
O programa de governo do pré-candidato à presidência da República do Novo, Romeu Zema, prevê a privatização de estatais como os Correios e a Petrobras.
As diretrizes do plano de governo serão apresentadas na quinta-feira (16), na Casa Capim Santo, em São Paulo.
Zema deve mirar questões econômicas no discurso e levantar o discurso de que é preciso fazer um "choque fiscal" para evitar que o Brasil enfrente uma crise em 2027.
O ex-governador de Minas Gerais também pretende tomar medidas para que o teto do funcionalismo público federal seja cumprido, sem concessões.
A constituição determina que nenhum servidor público pode ganhar acima de um ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), que hoje tem uma remuneração bruta de R$ 46 mil.
A ideia levantada por Zema é acabar com os penduricalhos, ou seja, as verbas indenizatórias somadas aos salários e que elevam a remuneração acima do teto.
Entre as diretrizes, estão ainda medidas para enxugamento da máquina pública. Zema se apega aos dados do início da gestão em Minas Gerais, em 2019, quando reduziu o número de secretarias de 21 para 12 e eliminou seis mil cargos comissionados.
O ex-governador tem feito agendas na capital paulista com integrantes dos setores produtivo, financeiro e lideranças empresariais para trabalhar a pré-campanha à presidência antes da apresentação do programa de governo.
No bolsonarismo, Zema é considerado para compor chama na vice de Flávio Bolsonaro (PL). O nome é apontado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro a aliados como o ideal para a vaga. Publicamente, Zema afirma que não pretende desistir de ser cabeça de chapa.



