PSB tenta emplacar vice de Patrus Ananias em Minas
PT vê Jarbas Soares como nome possível, mas aguarda conversas com outros partidos

As conversas entre PT (Partido dos Trabalhadores) e PSB (Partido Socialista Brasileiro) estão avançadas em Minas Gerais para a composição de uma aliança para a chapa de Patrus Ananias ao governo do estado.
O PSB tem três nomes cotados para a vice: o do ex-procurador Jarbas Soares, filiado recentemente; o de Josué Alencar, que é filho do ex-vice-presidente dos governos Lula 1 e 2, José Alencar; e o de Clésio Andrade, ex-senador e ex-vice-governador de Minas Gerais.
A articulação é tratada pelas direções nacionais do partido, que têm uma aliança firmada desde a última eleição e que foi fortalecida com a manutenção de Geraldo Alckmin (PSB-SP) como vice na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição.
Dentro do próprio PSB, a visão é de que Josué é bem cotado pela proximidade com o presidente Lula.
Já a aceitação de Jarbas dentro do PT é dividida: alguns o veem como um nome muito atrelado ao de Rodrigo Pacheco, que declinou o convite para ser o candidato ao governo estadual. Outros o rejeitam mais que o nome de Jarbas.
Dos três, a sinalização mais concreta sobre a disponibilidade em querer ser vice seria a de Clésio Andrade. O PSB deve fazer prévias no dia 2 de agosto para decidir entre as opções.
Lideranças do PT veem a aliança como certa, mas evitam cravar a posição do PSB na chapa por causa das conversas em aberto com o MDB e o PDT.
Os dois partidos têm pré-candidatos ao governo do estado e pouca disposição em abrir mão da cabeça de chapa.
O PT também conversa com a Federação PSOL-REDE para a composição da chapa. Além da vice, ainda não há definição da segunda vaga ao Senado.
Longe de ser o "plano A" do presidente Lula, o deputado Patrus Ananias enfrenta o ceticismo do próprio partido com a candidatura ao governo de Minas Gerais.
Viabilizar um nome do PT é uma tarefa complexa após a gestão de Fernando Pimentel, que deixou um rastro traumático ao eleitorado mineiro.
O antipetismo também afasta aliados, que se veem mais competitivos sem a formatação de uma aliança formal com o PT. É o caso, por exemplo, do PDT de Alexandre Kalil.
Mesmo no PSB, há preocupação de lideranças regionais com o impacto da aliança nas campanhas de deputados federais, que têm um perfil majoritário antipetista.



