Isabel Mega
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Mineira, gosta de uma boa prosa. Filha do rádio, ouve, observa e explica as complexidades da política direto de Brasília

PT aciona TSE contra Flávio por uso de IA em conteúdos contra Lula

Ação da campanha reúne centenas de publicações mapeadas nas redes sociais

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A Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) acionou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) por uso de inteligência artificial em disparos de vídeos, imagens e áudios contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A representação de mais de 200 páginas protocolada nesta quinta-feira (30) reúne centenas de publicações mapeadas nas redes sociais e que teriam alcance de cerca de 10 milhões de pessoas.

O PT alega que há um esquema de produção, divulgação, ampliação e financiamento, inclusive por criptomoedas, de propaganda eleitoral negativa. Os conteúdos associam Lula e o PT a ideias de corrupção, crime organizado, prisão, roubo e situações de ridicularização pessoal.

Parte do material usa imagem ou voz manipulada e jingles para serem disparados em redes como o TikTok e o Instagram. Mais de 30 perfis foram mapeados, somando cerca de 1,46 milhão de seguidores e mais de 23 mil publicações.

O PT afirma ainda que os autores usam estratégias de reprodução dos conteúdos para ampliar o alcance dos materiais em páginas anônimas e, depois, em páginas oficiais de parlamentares e do próprio pré-candidato à presidência do PL.

Um dos perfis apontados é o de Léo Índio, sobrinho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), primo do candidato Flávio Bolsonaro e foragido da justiça brasileira.

O partido pede, em caráter liminar, que o TSE determine a plataformas como o TikTok e Instagram a remoção dos conteúdos apresentados na ação. Os advogados também requerem a guarda e fornecimento dos dados e registro de conexões de cada um dos perfis apontados, para que se identifique e qualifique cada um dos proprietários para que sejam responsabilizados.

A campanha de Lula pede ainda que haja suspensão de eventuais monetizações concedidas pela plataforma aos proprietários dos perfis envolvidos.

Em nota, o PL classifica a representação como "anacrônica" e diz que a campanha do PT tenta "censurar a circulação de alguns poucos memes da internet, feitos por cidadãos comuns, por não concordar com a forma com que foram produzidos".

"Trata-se apenas de uma reação quase pueril às graves representações já ajuizadas pelo PL sobre rede de perfis fraudulentos que, em sofisticada organização, contrataram ilicitamente, inclusive com o uso de moeda estrangeira, milhões em impulsionamentos ilícitos contra Flávio Bolsonaro, que alcançaram milhões de brasileiros, com o posterior apagamento dos respectivos vestígios digitais e com exclusão de contas", afirmou em nota.