PT adota cautela em queda de Flávio; PL fala em impacto limitado
Cenário da AtlasIntel/Bloomberg mostra aumento de indecisos após a divulgação de áudio para Vorcaro
Ao mesmo tempo em que comemora, o PT vê a queda de seis pontos do pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na pesquisa AtlasIntel/Bloomberg com cautela.
Isso porque, apesar da queda do senador no levantamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não cresceu em intenção de voto ou em aprovação do governo e a rejeição do petista também não diminuiu.
A avaliação de fontes ouvidas pela CNN é de que o eleitor de Flávio pode ter migrado para a margem de indecisos, brancos e nulos, que teve um aumento expressivo de 4,3% em abril para 9,3% agora em maio.
A aposta da esquerda é seguir com a divulgação de notícias positivas. Nesta terça-feira (19), o governo lançará crédito para compra de carro por motoristas de aplicativo e taxistas, com investimentos de R$ 30 bilhões.
Foi o primeiro levantamento divulgado após a revelação do site Intercept Brasil de um áudio em que Flávio pede dinheiro ao ex-banqueiro e dono do Master, Daniel Vorcaro, para financiar o filme Dark House, cinebiografia inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
As entrevistas foram feitas entre os dias 13 e 18 de maio, ou seja, começaram no mesmo dia da publicação.
Já na campanha de Flávio, a visão é de que a Atlas nunca foi uma pesquisa confortável para o senador e que, mesmo antes do episódio, ela já mostrava Lula numericamente na frente.
O time de Flávio avalia que o impacto tende a ser limitado a dois ou três pontos no calor da crise e que a tendência natural é recuperar terreno rapidamente e voltar competitivo na disputa direta com Lula.
A avaliação é que o fato de a crise ter estourado em maio, a cinco meses da eleição, pode ajudar. Essa visão considera que a fotografia da reta final tende a ter mais peso que o retrato atual.



