PT vê DataFolha com alívio em meio ao caso Lulinha
Campanha de Flávio aposta em margem de desgaste

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viu o resultado do DataFolha com alívio em meio a uma semana de desgastes com desdobramentos de denúncias envolvendo o caso Lulinha que ajudaram a abastecer adversários.
O partido monitora a crise com medições próprias, que interlocutores afirmavam ao longo dos últimos dias que apontavam para oscilações negativas dentro da margem de erro.
Segundo o DataFolha divulgado nesta sexta-feira (21), Lula oscilou um ponto para baixo. O petista tem 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% do principal adversário Flávio Bolsonaro (PL).
Já no segundo turno, o DataFolha projeta Lula com 47% e Flávio com 43%. Em julho, o petista tinha 48% e o senador os mesmos 43%.
No PT, as oscilações são vistas como dentro do normal e a pesquisa mostra um quadro de estabilidade, com o Lula liderando todos os cenários.
Nos últimos dias, auxiliares de Lula manifestavam preocupação com o efeito Lulinha e principalmente o impacto de notícias envolvendo Marco Aurélio Santana, ex-chefe do gabinete presidencial e que também está implicado nas denúncias envolvendo o filho do presidente e a relação com a lobista Roberta Luchsinger.
O PT adotou o discurso de que há vazamento seletivo com intenção política por trás dos desdobramentos que vieram à tona nos últimos dias.
A campanha também trabalha com a retórica de que Lulinha está à disposição para prestar esclarecimentos, mas que não foi chamado para depor ainda.
O partido também atua para diferenciar o caso do episódio Dark Horse, no qual o próprio candidato Flávio é implicado em denúncias.
