Republicanos insiste em Cleitinho e cogita chapa pura em Minas
Partido espera resposta de senador até início de junho

Lideranças do Republicanos esperam uma resposta do senador Cleitinho sobre a disputa ao governo de Minas Gerais até o início de junho.
O partido insiste na candidatura, diante da liderança que Cleitinho tem nas intenções de votos para o governo estadual, de acordo com diferentes institutos de pesquisa.
Ainda que as conversas com o PL (Partido Liberal) estejam em andamento, o Republicanos avalia uma chapa pura para disputar o estado.
Uma opção é o ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão (Republicanos), que deixou o cargo em abril para concorrer nas eleições.
A intenção, dizem lideranças do Republicanos, é cercar Cleitinho de nomes técnicos para dar sustentação durante a campanha e o eventual governo, caso eleito.
Membros do partido têm repercutido uma fala recente do parlamentar no plenário do Senado Federal, em que ele responde críticas de adversários.
"Essa ladainha de falar que não estou preparado, me desmerecendo o tempo inteiro, falando que eu não tenho condição de ser candidato. Que preparo? Preparo para roubar eu não tenho mesmo não. Preparo para pegar uma caneta e fazer um contrato errado para ferrar com o povo, eu não tenho mesmo não. Eu sei exatamente o que eu tenho que fazer lá. É estar do lado do povo", declarou.
Lá atrás, existia um acordo entre membros da direita mineira de que quem estivesse melhor posicionado poderia ser apoiado pelos demais.
Hoje, o cenário é de divisão, com as candidaturas de Matheus Simões (PSD), o atual governador apadrinhado por Romeu Zema (Novo); Cleitinho, que nunca chegou a oficializar; Gabriel Azevedo (MDB), que rejeita aproximação com o PT (Partido dos Trabalhadores); e o PL, que avalia candidatura própria.
No PL, há uma intenção de encaminhar aliança com o Republicanos, mas ainda sem definição. Uma opção seria lançar o empresário Flávio Roscoe.
Na esquerda, a expectativa é para que Rodrigo Pacheco (PSB) não dispute o governo de Minas. O PT já procura por um "plano B" e descarta, por hora, remanejar a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, da vaga ao Senado.
O ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), também pode disputar. O político, no entanto, aguarda gestos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para uma eventual aliança.



