Sem debate, 3ª via perde última chance de crescimento e teme voto útil
Campanhas culpam decisões judiciais, ausência de Lula e desistência de Flávio
As campanhas dos candidatos da terceira via viram o cancelamento do debate na TV Globo como a perda de uma última chance que tinham de se apresentar ao eleitorado.
A participação na TV aberta era considerada a oportunidade para que Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) se tornassem menos desconhecidos e conseguissem frear movimentações de voto útil no primeiro turno.
Os relatos das campanhas são de decepção. Reservadamente, integrantes dos times afirmam que as chances foram implodidas com "as bênçãos" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), os líderes das pesquisas.
Ao longo do dia, as equipes relatavam que, tão perto do 1º turno, ainda era preciso apresentar os candidatos ao eleitorado em um cenário dominado pela crise do Banco Master e pela polarização.
Esse era o objetivo, por exemplo, da campanha de Caiado e de Zema. Os dois, ex-governadores reeleitos em seus estados em 2022, não conseguiram nacionalizar seus nomes.
Zema encolheu politicamente no próprio estado, com potencial de voto de 3%, de acordo com a última Genial Quaest divulgada nesta semana, e muita dificuldade em fazer um sucessor no governo de Minas Gerais. Já Caiado foca energias em fazer a sucessão no comando de Goiás.
Cury pretendia usar o debate para atacar o movimento de Flávio pelo voto útil de maneira firme e sem agressividade, dizem interlocutores.
A ideia era reforçar o cenário provável de eleição de 2º turno e apostar na ideia de que o candidato tinha baixa rejeição.
Pesquisas de diferentes institutos têm demonstrado a desidratação crescente do pelotão da terceira via. O embalo que Cury teve logo após o debate da Band não se sustentou e o candidato voltou ao patamar dos demais.



