Terceira via mira crítica à polarização e busca fôlego para frear voto útil
Cury, Caiado e Zema tentam vender "experiência" e afastamento de escândalos para estancar queda em pesquisas de intenções de voto
Na retaguarda da disputa presidencial à Presidência da República, o pelotão de candidatos da chamada “terceira via” traça estratégias para fugir da desidratação nas intenções de voto.
Eles miram frear o movimento de voto útil nos nomes que lideram as pesquisas: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Até o momento, o psiquiatra Augusto Cury (Avante) teve um “voo de galinha”. Ele chegou a pontuar dois dígitos, mas caiu nas pesquisas feitas por diferentes institutos. Na reta final, a estratégia da campanha é propagar o "voto útil contra a polarização".
O candidato do Avante também já declarou que não deve apoiar Flávio Bolsonaro e nem Lula em uma eventual disputa no segundo turno.
Já Ronaldo Caiado (PSD) tem apostado na linha da "experiência" e em uma "vida pública sem escândalos" para contrapor Flávio e Lula. O ex-governador de Goiás tem endurecido o discurso, principalmente, contra Flávio.
A campanha trabalha com a ideia de que o eleitor não pode apostar numa "loteria" e arriscar colocar no segundo turno um candidato que, na avaliação de aliados de Caiado, tem fragilidades do ponto de vista moral e ético e não tem sem condições de debater com Lula.
Caiado também traça uma linha de que é competitivo contra Lula em um eventual segundo turno, tem baixa rejeição e tem potencial de crescer.
Também candidato da direita, Romeu Zema (Novo), por outro lado, não pretende reforçar a oposição contra Flávio e com os outros adversários do mesmo campo político.
A ideia, segundo interlocutores, é intensificar o discurso de que o ex-governador de Minas Gerais é o mais preparado para o cargo e colocá-lo com um candidato que "não tem rabo preso com ninguém".
