Isabel Mega
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Mineira, gosta de uma boa prosa. Filha do rádio, ouve, observa e explica as complexidades da política direto de Brasília

Valdemar prega que Michelle siga com candidatura ao Senado

Dirigente faz acenos à ex-primeira-dama e disse à CNN que "se Deus quiser ela disputará vaga ao Legislativo”

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Após os atritos públicos entre Michelle e Flávio Bolsonaro, o presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, prega que a ex-primeira-dama seja candidata ao Senado.

A possibilidade é considerada em aberto por pessoas próximas a Michelle. Já aliados de Flávio veem um blefe na hipótese dela não disputar a vaga pelo Distrito Federal.

À CNN, Valdemar não respondeu diretamente se a crise está estancada, mas afirmou que o PL toca a campanha normalmente e que, "se Deus quiser", Michelle estará no Senado.

O dirigente afirmou que irá reunir os diretórios estaduais do PL Mulher para debater a reestruturação da ala feminina do partido.

"Vamos reunir e eles decidem como proceder", afirmou à CNN.

A ideia de extinguir a vaga da presidência nacional, que era de Michelle, foi lida internamente como uma maneira de evitar conflitos e novas disputas dentro da sigla após a crise provocada com a exposição dos atritos com o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Um interlocutor do partido, sob reserva, avalia que, se houvesse vacância, seria necessário entregar o PL Mulher a outra pessoa e que, diante dos embates, a preferência foi por extinguir a estrutura.

Valdemar tratou do assunto com Michelle e afirmou à CNN que é "difícil ter alguém com o carisma da ex-primeira-dama".

O entorno de Michelle defende o trabalho dela no comando do PL Mulher e afirma que os resultados futuros, sem a ex-primeira-dama no cargo, vão testar se a extinção da presidência foi acertada ou não.

A defesa é de que nenhum movimento partidário, até hoje, conseguiu fazer o que Michelle fez no PL Mulher.

Aliados de Flávio ponderam que a estrutura do partido estava sendo utilizada contra o próprio Flávio e entendem o vídeo de Michelle expondo as brigas com Flávio como um "tiro no pé".

A leitura é de que a ex-primeira-dama tentou conspirar contra o senador porque quer ser uma alternativa na disputa presidencial.

Estrategistas do PL mais alinhados a Michelle entendem que ela quis adotar uma distância segura de Flávio, se desvinculando dele, caso algum novo escândalo sobre o senador surja.