Alcolumbre ainda hesita em destravar pauta governista
PEC da Segurança e Redata têm sinais ambíguos, mas fim da 6x1 deve avançar

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ainda hesita em destravar pautas de interesse do Palácio do Planalto na casa.
Enquanto a relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seguir tensionada, Alcolumbre tem sinalizado a aliados que não dará andamento a matérias como a PEC da Segurança e o projeto que cria o Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter).
A PEC da Segurança já passou pela Câmara e aguarda despacho da presidência do Senado para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) desde março.
A proposta é uma das principais bandeiras do Ministério da Justiça, com a aprovação sendo usada, inclusive, como condição para a possível recriação do Ministério da Segurança Pública.
Já o Redata é prioridade do Ministério da Fazenda. O regime foi instituído pelo governo federal por meio de uma medida provisória, que perdeu validade.
A Câmara aprovou em fevereiro um projeto de lei sobre o tema, que foi enviado para o Senado, mas não teve andamento.
No caso do fim da jornada 6x1, no entanto, a perspectiva é de avanço. Ao segurar o tema, Alcolumbre estaria sob risco de ficar com o ônus de emperrar uma pauta de forte apelo popular tão próximo da eleição.
O presidente do Senado já sinalizou a interlocutores governistas que está aberto a encontrar Lula, mas tem se incomodado com a articulação via intermediários para que a agenda aconteça.
O governo colocou muitos interlocutores para falar que Lula quer encontrá-lo, mas o próprio presidente ainda não teria dado sinalizações concretas sobre o encontro.



