Isabel Mega
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Mineira, gosta de uma boa prosa. Filha do rádio, ouve, observa e explica as complexidades da política direto de Brasília

Aliados dizem que Alcolumbre ainda avalia declaração de apoio a Lula

Ministro da articulação do governo disse que presidente do Senado está "absolutamente sintonizado" com palanque do PT

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Após a reunião desta quarta-feira (12), aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), dizem que o senador ainda avalia fazer um gesto de apoio público ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Ao sair do encontro com Lula e Alcolumbre durante a manhã no Palácio da Alvorada, o ministro da SRI (Secretaria de Relações Institucionais), José Guimarães (PT-CE), afirmou que Alcolumbre tem "compromisso" com a chapa do PT no Amapá.

"O Davi está absolutamente sintonizado com a reeleição do Lula e com o nosso palanque", disse.

A sinalização de Alcolumbre viria na esteira do posicionamento do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que disse nesta semana endossar a reeleição do petista.

"Aqui na Paraíba, já havia sido dito antes, caminhamos com o presidente Lula. Iremos declarar esse apoio para o presidente, porque acreditamos ser o presidente que converge com aquilo que pensamos e ser o melhor para o país", disse o deputado a jornalistas na segunda-feira.

Aliados de Alcolumbre pontuam, no entanto, que o fato de Hugo Motta ter o pai candidato ao Senado torna as situações diferentes. Nabor Wanderley (Republicanos) concorre na chapa do governador Lucas Ribeiro (PP) e que é apoiada por Lula.

O presidente, no entanto, também endossa a candidatura de Veneziano Vital do Rêgo (MDB) que tenta se reeleger ao Senado e está na chapa adversária.

Há uma similaridade entre ambos os casos, no entanto: tanto Hugo quanto Alcolumbre trabalharam junto aos respectivos partidos para assegurar a posição de neutralidade no cenário presidencial.

Isso fez com que o principal adversário de Lula, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ficasse isolado em alianças e saísse da configuração de chapa com menos tempo de televisão.

No Congresso Nacional, a leitura política é de que os gestos de Hugo e Alcolumbre se conectam com 2027. Os dois pretendem se manter como presidentes das duas casas e ter o apoio de Lula seria estratégico para isolar outros candidatos.