Aliados dizem que Alcolumbre ainda avalia declaração de apoio a Lula
Ministro da articulação do governo disse que presidente do Senado está "absolutamente sintonizado" com palanque do PT

Após a reunião desta quarta-feira (12), aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), dizem que o senador ainda avalia fazer um gesto de apoio público ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ao sair do encontro com Lula e Alcolumbre durante a manhã no Palácio da Alvorada, o ministro da SRI (Secretaria de Relações Institucionais), José Guimarães (PT-CE), afirmou que Alcolumbre tem "compromisso" com a chapa do PT no Amapá.
"O Davi está absolutamente sintonizado com a reeleição do Lula e com o nosso palanque", disse.
A sinalização de Alcolumbre viria na esteira do posicionamento do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que disse nesta semana endossar a reeleição do petista.
"Aqui na Paraíba, já havia sido dito antes, caminhamos com o presidente Lula. Iremos declarar esse apoio para o presidente, porque acreditamos ser o presidente que converge com aquilo que pensamos e ser o melhor para o país", disse o deputado a jornalistas na segunda-feira.
Aliados de Alcolumbre pontuam, no entanto, que o fato de Hugo Motta ter o pai candidato ao Senado torna as situações diferentes. Nabor Wanderley (Republicanos) concorre na chapa do governador Lucas Ribeiro (PP) e que é apoiada por Lula.
O presidente, no entanto, também endossa a candidatura de Veneziano Vital do Rêgo (MDB) que tenta se reeleger ao Senado e está na chapa adversária.
Há uma similaridade entre ambos os casos, no entanto: tanto Hugo quanto Alcolumbre trabalharam junto aos respectivos partidos para assegurar a posição de neutralidade no cenário presidencial.
Isso fez com que o principal adversário de Lula, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ficasse isolado em alianças e saísse da configuração de chapa com menos tempo de televisão.
No Congresso Nacional, a leitura política é de que os gestos de Hugo e Alcolumbre se conectam com 2027. Os dois pretendem se manter como presidentes das duas casas e ter o apoio de Lula seria estratégico para isolar outros candidatos.


