Após operação no Rio, PEC da Segurança pode ser acelerada na Câmara
Relator deve fazer mudanças e apresentar relatório até o fim de novembro
A megaoperação no Rio de Janeiro pode acelerar a tramitação da PEC da Segurança na Câmara dos Deputados. O deputado Mendonça Filho (União-PE) projeta que o parecer seja apresentado na comissão especial responsável pelo texto até o final de novembro.
O parlamentar antecipou a previsão apenas um mês depois de um pedido do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que apoia a proposta.
Mendonça trabalha em alterações no texto enviado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandoswki, e que é uma das principais bandeiras do governo Lula na área.
O relator promete um parecer "consistente e ousado" e avalia que o texto enviado pelo governo, se estivesse valendo, dificilmente teria efeito para produzir um cenário diferente na operação desta terça-feira (28).
"Estou construindo minhas teses desde que peguei o texto. A operação de hoje não muda nada, mas vou aprofundar aquilo que queria fazer", disse Mendonça à CNN.
Um dos pontos defendidos pelo parlamentar é o fim da possibilidade de progressão de pena no caso de crimes hediondos e de envolvidos em facções criminosas.
A oposição e governadores da direita, inclusive Cláudio Castro (PL-RJ), têm visão crítica sobre a PEC.
Em publicação nas redes sociais, a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, cobrou o Congresso Nacional pela aprovação da proposta.
"Os violentos episódios desta terça-feira no Rio, com dezenas de mortes, inclusive de policiais, bloqueio de rodovias e ameaças à população, ressaltam a urgência do debate e aprovação da PEC da Segurança Pública no Congresso Nacional", disse.
O governo defende que a PEC pode desburocratizar e dar maior eficiência ao trabalho de todas as autoridades no combate às organizações criminosas.



