Centrão reforça articulação por PEC da blindagem
Proposta ganha adesão em paralelo à anistia “light" e pode ir para pauta

A PEC da Blindagem se tornou a "costura" possível diante de um cenário sem fôlego na Câmara dos Deputados para aprovar uma anistia ampla, que inclua o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem tratado do assunto com lideranças do Centrão. Hoje, a articulação é vista como reforçada a ponto de ter chances de ser levada para a pauta.
Ainda que o maior desejo dos bolsonaristas seja a anistia ao ex-presidente, a PEC também tem adesão entre eles.
Mesmo dentro do Partido Liberal, a visão é de que a PEC pode andar antes da anistia e de que isso pode acontecer nesta semana, inclusive.
A articulação acontece em paralelo à ideia de uma anistia "light", que não abarcaria Bolsonaro e olharia apenas para o "andar de baixo" dos condenados pelo 8 de janeiro.
Sob reserva, um parlamentar de centro envolvido nas discussões afirmou que votando a PEC e uma anistia "light" ficaria quase todo mundo feliz.
No PT, há dúvidas e resistências sobre a PEC. A bancada poderia topar, no entanto, a depender do texto a ser apresentado e com um compromisso de se rejeitar anistia.
Apesar da articulação intensa, o então relator, deputado Lafayette de Andrada (Republicanos-MG), ainda publicou a última versão da proposta.
Pela versão conhecida do texto, a PEC restringiria os casos em que parlamentares podem ser processados e presos.
A prisão em flagrante de um deputado ou senador poderia acontecer somente aos casos relacionados a crimes inafiançáveis listados na Constituição, como racismo e crimes hediondos.
Lá atrás, em 2021, a proposta nasceu na esteira da prisão do então deputado Daniel Silveira (PSL-RJ).
A Câmara, sob o comando de Arthur Lira (PP-AL), não conseguiu avançar em um acordo para viabilizar a votação.



