Congresso retomará trabalhos sob incerteza de investigação contra Master
Presidentes das Casas têm evitado tema durante e recesso e decisão só deve ser tomada após volta
Líderes do Senado e da Câmara têm diferentes avaliações sobre os cenários de investigação própria do Congresso Nacional sobre o Banco Master. Alguns têm se pronunciado publicamente em defesa da instalação de uma CPI ou CPMI. Outros ponderam que enxergam dificuldades para tocar adiante o tema em pleno ano eleitoral.
Reservadamente, líderes próximos de Alcolumbre afirmam que o presidente só volta em fevereiro para Brasília e não quer conversar sobre nada até lá.
Há requerimentos com assinaturas suficientes para qualquer uma das três ideias seja implementada, a depender do aval da Cúpula do Congresso.
Na Câmara, o entorno do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) avalia que há mais chance de uma CPMI, envolvendo deputados e senadores, do que uma CPI somente em uma das Casas.
Alguns líderes da Câmara ouvidos pela CNN afirmam não ver facilidade de implementar e, ao mesmo tempo, enxergam muita dificuldade para segurar por ser um escândalo que, até aqui, já demonstrou ser muito grande.
Há uma visão de que muitos parlamentares endossam a ideia, mas ainda aguardam a sinalização de líderes para assinarem os pedidos de comissões investigativas.
Enquanto não há decisão tomada sobre o assunto, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado se adiantou com a criação, por ofício, de um grupo de trabalho sobre o caso Master. A intenção do presidente do colegiado, Renan Calheiros (MDB-AL) é fazer a instalação no dia 4 de fevereiro.



