FAB tem cenários traçados para nova missão de repatriação
Apesar de prontidão, ainda é preciso decisão do Itamaraty

A Força Aérea Brasileira (FAB) tem cenários traçados para o caso de ser acionada pelo Ministério das Relações Exteriores em novas missões de repatriação de brasileiros que estão na região dos conflitos no Oriente Médio.
O planejamento é necessário para colocar a FAB em prontidão se houver decisão política do governo Lula, o que exigiria uma resposta rápida da força.
Os cálculos levam em consideração diferentes rotas para chegar aos brasileiros que desejam sair dos países afetados, diante do fechamento do espaço aéreo de Israel, segundo fontes ouvidas pela CNN.
É preciso definir plano de voo, aeronaves, rotas e ter tripulação de sobreaviso caso a missão seja determinada. Do outro lado, a FAB também precisa de coordenações do governo, que incluem contatos diplomáticos que precisam ser feitos para autorizações de sobrevoo de países, pousos e decolagem.
Em um ofício enviado ao presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), a FAB afirma que “encontra-se em condições de realizar a respectiva missão”.
O cenário é considerado complexo, mas não é novo para a FAB. Nos últimos anos, houve duas grandes missões semelhantes: a "Voltando em Paz", que repatriou cerca de 1.600 pessoas, com voos partindo de Tel Aviv, da Cisjordânia e do Egito, com brasileiros que cruzaram a fronteira com a Faixa de Gaza, e a "Raízes do Cedro", que trouxe mais de 2.600 pessoas de volta ao Brasil, durante o acirramento do confronto entre Israel e o grupo Hezbollah, que atua no Líbano, com voos direto de Beirute.



