Fontes do governo veem derrota de Messias como “hecatombe”
Avaliação de cenário leva em consideração rompimento com Alcolumbre

Fontes do Palácio do Planalto classificaram a derrota do governo com a indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) como uma “hecatombe”.
A avaliação de cenário leva em consideração o rompimento com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que teria articulado contra a aprovação de Messias.
No Senado, no entanto, alguns governistas tentam colocar panos quentes ao dizer que ações assim não devem ser tomadas no calor da emoção. Alcolumbre é apontado como o principal responsável pela derrota.
O placar de apenas 34 votos pegou governistas de surpresa. Nem mesmo os mais pessimistas acreditavam que Messias teria tão poucos votos.
Após a derrota, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou chamar lideranças do Senado no Palácio da Alvorada.
Entre os governistas, há quem avalie que Lula deveria insistir no envio da indicação de Messias em outro momento.
A preocupação levantada nos bastidores é de que a derrota tenha efeito eleitoral para Lula. Outra avaliação é de que o Senado dá uma guinada à direita, com quórum suficiente para a admissibilidade de pedidos de impeachment. O quórum mínimo é de maioria simples, ou seja, 41 senadores. O julgamento final, no entanto, depende de 54 parlamentares - o chamado quórum qualificado.
Mesmo parlamentares da oposição afirmam que não se trata de algo pessoal com Messias, mas de um recado que era preciso ser dado ao governo Lula e ao Supremo Tribunal Federal.
Messias foi rejeitado em um placar de 42 a 34 votos. Ele precisava de pelo menos 41 apoios.



