Isabel Mega
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Mineira, gosta de uma boa prosa. Filha do rádio, ouve, observa e explica as complexidades da política direto de Brasília

Hugo determinou que Câmara acompanhasse operação contra Sóstenes e Jordy

Equipes do Legislativo foram enviadas a endereços de deputados alvos da PF

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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), determinou que a Casa acompanhasse o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra os deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ).

Equipes do Legislativo foram enviadas aos endereços dos parlamentares em Brasília para acompanhar o trabalho de agentes da PF (Polícia Federal). No Rio de Janeiro, onde a operação também atuou, não houve acompanhamento.

O procedimento é considerado de praxe em investigações contra deputados, mas deve ser determinado pela presidência da Casa.

Sóstenes e Jordy foram alvo da operação Galho Fraco, deflagrada na manhã desta sexta-feira (19) para aprofundar as investigações de desvio de recursos públicos oriundos de cotas parlamentares.

A suspeita é de que os dois deputados tenham desviado recursos da cota parlamentar em "benefício próprio" por intermédio dos servidores comissionados. Trechos de conversas de Whatsapp sugerem pagamento “por fora” por parte dos investigados.

A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal). Na decisão, Dino aponta possível prática de lavagem de dinheiro, conhecida por “smurfing”, quando há fracionamento de saques e depósitos em quantias não superiores ao valor de R$ 9.999,00.

Segundo o despacho do STF, há indícios de utilização de cota parlamentar para pagamento de despesas inexistentes ou irregulares e de utilização de empresas de fachadas para a prestação de serviços que foram pagos com cota parlamentar.