Lula quebra silêncio e grava vídeo sobre crise no STF, mas sem citar Moraes
Campanha ajusta tom para que fala seja mais de presidente e menos de candidato
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu quebrar o silêncio e gravar vídeos para as redes sociais e para o programa eleitoral sobre a crise que atinge o STF (Supremo Tribunal Federal).
Lula citará expressamente o STF e o banco Master, mas não fará referências específicas a ministros da corte.
A campanha do petista ajusta o tom para que a fala seja mais de "presidente", com uma pegada mais institucional, do que de "candidato".
As gravações foram feitas na noite desta quinta-feira (3) e o material deve ir ao nesta sexta-feira (4).
Segundo apurou a CNN, o petista deve adotar um tom mais generalista de críticas ao "sistema", nos moldes do vídeo divulgado nessa quarta-feira (2) pelo presidente do PT, Edinho Silva.
A ideia do PT foi terceirizar uma resposta com o vídeo de Edinho enquanto a equipe amadurecia a avaliação sobre o impacto do posicionamento do próprio Lula sobre o tema.
O presidente procurou ministros do STF nos últimos para falar sobre a crise aberta com as revelações do caso Master. Como mostrou a CNN, o presidente se reuniu, desde terça-feira (1°), com os ministros Edson Fachin, Gilmar Mendes e Flávio Dino.
Integrantes da campanha viram com preocupação o impacto do caso Moraes nas eleições.
A avaliação é de que as revelações sobre conversas e encontros do ministro do STF podem reforçar narrativas da direita contra a corte e impulsionar adversários.
A gravação do vídeo mostra uma mudança de rota após a orientação inicial do QG de Lula ser a de manter distância do caso Moraes e explorar que não há qualquer conexão de Lula com os fatos.



