Isabel Mega
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Isabel Mega

Mineira, gosta de uma boa prosa. Filha do rádio, ouve, observa e explica as complexidades da política direto de Brasília

Oposição faz cálculo eleitoral sobre voto pró-Messias

Senadores temem cobrança de base eleitoral

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Senadores da oposição fazem um cálculo político sobre o apoio velado que podem dar à aprovação do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF (Supremo Tribunal Federal).

A votação é secreta, mas o temor é de que o placar possa gerar alguma interpretação que aponte que a oposição foi decisiva para aprovar Messias e dar um trunfo político ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Alguns parlamentares avaliam, reservadamente, que quem for exposto pode correr o risco de perder as eleições. O assunto é do Senado, mas deputados como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Gustavo Gayer (PL-GO) têm feito barulho nas redes contra Messias, o que alimenta a rejeição da militância bolsonarista ao nome do AGU.

Messias, no entanto, têm boa interlocução com parlamentares do bolsonarismo. Um dos fatos que ajudam a explicar é o fato de ser evangélico e de contar com a articulação favorável dos ministros do STF indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), André Mendonça e Kássio Nunes Marques.

Aliados de Messias afirmam que o cenário é favorável e que o ministro deve ser aprovado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e no plenário do Senado, com votos do centrão e também da oposição.

Um placar intermediário seria algo entre 47 e 58 votos, exatamente o que tiveram Flávio Dino e Cristiano Zanin, que também foram indicados ao Supremo no governo Lula 3. Para passar, Messias precisa de no mínimo 41 votos.