Pacheco deve ser aprovado para TCU sem sabatina e com aposta de unanimidade
Brechas em votações anteriores abrem caminho para aprovação ágil após saída de Bruno Dantas ser alinhada com Alcolumbre para ocorrer em semana de esforço concentrado do Senado

Para agilizar a votação da indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para o TCU (Tribunal de Contas da União), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), planeja pular a etapa de sabatina e de votação na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado.
Brechas em indicações anteriores à corte de contas podem ser usadas para permitir essa movimentação, para que a análise seja feita diretamente no plenário ainda nesta semana.
A saída de Bruno Dantas do TCU era esperada há meses e foi alinhada com Alcolumbre para que fosse oficializada a tempo de fazer a votação nesta que é a última semana de esforço concentrado do Congresso Nacional até as eleições.
Alcolumbre tem apostado com aliados que consegue um placar unânime para aprovar Rodrigo Pacheco e tem ligado para os senadores para pedir presença em Brasília, o que pode ajudar a compor quórum para outras prioridades do governo, como a PEC do fim da jornada 6x1.
Para ser aprovado, Pacheco precisa de maioria absoluta, ou seja, 41 votos. O nome do senador, no entanto, não oferece resistência entre os pares, nem entre a oposição, nem entre governistas.
Em 2007, o plenário do Senado aprovou o nome do ministro Raimundo Carreiro para o TCU em um cenário semelhante de votação direta no plenário. Então, secretário-geral da Mesa, Carreiro teve dispensada a sabatina.



