Isabel Mega
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Mineira, gosta de uma boa prosa. Filha do rádio, ouve, observa e explica as complexidades da política direto de Brasília

Planalto pede silêncio a ministros sobre operação contra Ciro Nogueira

Governo quer evitar tom de "retaliação" após derrota de Messias no Senado

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O Palácio do Planalto orientou que ministros não comentem publicamente a operação da PF (Polícia Federal) contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI).

O governo quer evitar passar a impressão de que o avanço das investigações é uma retaliação contra o centrão após a derrota da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF (Supremo Tribunal Federal no plenário do Senado.

Ciro Nogueira é um dos principais expoentes do centrão e presidente, junto com Antônio Rueda, da Federação União Progressista.

A derrota imposta pelo Senado na semana passada é atribuída ao grupo político, com a regência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Ciro Nogueira chegou a anunciar publicamente o voto favorável a Messias. O Planalto, no entanto, acredita que o senador não cumpriu a promessa durante a votação, que foi secreta.

O senador, que foi chefe da Casa Civil do governo Bolsonaro, é suspeito de receber pagamentos mensais da ordem de R$ 300 mil do Banco Master.

Na decisão que autorizou a operação desta quinta-feira, a PF relata que o parlamentar apresentou uma emenda a uma PEC para beneficiar o Banco Master.

Os relatos incluem uma mensagem em que o ex-banqueiro afirma que o ato legislativo “saiu exatamente como mandou”, ao passo que interlocutores do banco registraram que a medida “sextuplicaria” o negócio do Master e provocaria verdadeira “hecatombe” no mercado.

A emenda de Ciro Nogueira ampliava a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante.

A defesa do parlamentar afirmou que "repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar".