Isabel Mega
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Mineira, gosta de uma boa prosa. Filha do rádio, ouve, observa e explica as complexidades da política direto de Brasília

PT testa debate de fim das bets com projeto de líder da bancada

Cobrado por Lula, governo avalia envio de projeto próprio

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O Partido dos Trabalhadores deve testar a recepção da ideia de proibição das bets com o envio de um projeto de lei que trata do assunto.

A atuação de empresas de apostas online tem sido atrelada ao aumento de endividamento da população. O tema foi mapeado pelo Palácio do Planalto como relevante para ser trabalhado nas eleições.

Cobrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governo deve enviar um projeto próprio sobre o assunto. A proposta protocolada nesta semana foi apresentada pelo líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC).

Dentro da própria bancada do PT há divergências sobre o assunto, considerado complexo e polêmico. O mesmo ocorre dentro do governo. O Ministério da Fazenda tem uma posição de elevar tributos e o Palácio do Planalto defende a visão mais proibitiva.

Uma forma de angariar apoio seria contar com a articulação da Bancada Evangélica, que tem uma ala majoritária favorável à proibição das bets.

No projeto apresentado nesta semana, Uczai propõe, em todo o território nacional, o fim da "exploração, operação, oferta, disponibilização, divulgação, promoção, publicidade, intermediação, facilitação e processamento de transações relacionadas a apostas de quota fixa, em meio físico ou virtual, inclusive quando realizadas por agente sediado no exterior e dirigidas, de qualquer forma, ao público localizado no Brasil".

Ucazi afirma que as empresas se tornaram em um "mecanismo permanente de captura da renda popular, intensificação do endividamento das famílias, adoecimento psíquico e desorganização do orçamento doméstico".

Em entrevista na semana passada, Lula defendeu rigor sobre o assunto e disse que, se dependesse dele, as bets seriam fechadas. "Não é possível a gente continuar com essa jogatina desenfreada nesse país. Isso leva a sociedade a cometer desvios”, afirmou.