Isabel Mega
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Mineira, gosta de uma boa prosa. Filha do rádio, ouve, observa e explica as complexidades da política direto de Brasília

Renan diz que acertou data de depoimento de Vorcaro com o próprio banqueiro

Dono do Banco Master irá depor à CAE do Senado no dia 24 de fevereiro

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O presidente da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado Federal, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou à CNN que acertou diretamente com Daniel Vorcaro a data para falar ao colegiado. O banqueiro é esperado no colegiado no dia 24 de fevereiro.

A fala, inicialmente, iria ocorrer nesta semana, mas como o banqueiro já tinha previsão de ir ao Congresso Nacional no dia 26 de fevereiro para atender à convocação da CPMI do INSS, ele próprio teria sugerido a mudança.

"Ele falou: se eu for esta semana à Brasília, terei que ir também no final do mês e perguntou se não poderia deixar para a terça-feira depois do Carnaval. Eu falei que podíamos e fui pedir autorização ao ministro Dias Toffoli [à época relator do caso no STF]", explicou Renan que afirma ter conversado por três vezes com Vorcaro.

O presidente Carlos Viana (Podemos-MG) disse à CNN que não acredita que haverá prejuízo à data marcada anteriormente pela CPMI porque se trata de uma convocação, ou seja, Vorcaro é obrigado a comparar sob risco de ser alvo de uma condução coercitiva.

"Ele terá de vir duas vezes", afirmou.

Os dois presidentes afirmam que Vorcaro quer falar ao Congresso Nacional e não acreditam em uma mudança de estratégia da defesa.

A CAE do Senado instalou há uma semana um grupo de trabalho para acompanhar o caso Master. Dezenove requerimentos já foram aprovados para que sejam feitas audiências públicas com o presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo; com o presidente interino da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Otto Lobo; e com o presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), Vital do Rêgo Filho. O ex-sócio de Vorcaro, Augusto Lima, também foi chamado.

Renan afirma não ver conflito no trabalho das duas comissões. "A CPI tem poder de polícia, nós não temos. O que temos é a competência exclusiva, permanentemente, para fiscalizar o sistema financeiro. O presidente do BC é obrigado a vir semestralmente à Comissão. E se houver necessidade de mudar a legislação, a regulação, a fiscalização seremos nós que vamos aprovar", disse à CNN.