Isabel Mega
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Mineira, gosta de uma boa prosa. Filha do rádio, ouve, observa e explica as complexidades da política direto de Brasília

Reviravolta na CPMI do INSS é atribuída a falha do governo

Oposição emplacou aliados na presidência e relatoria

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A reviravolta nos planos da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) foi atribuída por interlocutores da cúpula do Congresso Nacional a uma falha de articulação política do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Contrariando os planos do Palácio do Planalto, o senador Omar Aziz (PSD-AM) perdeu no voto o comando da presidência para Carlos Viana (Podemos-MG), tido por aliados como um nome independente, mas alinhado e de confiança de Davi Alcolumbre (União-AP).

Fontes ouvidas pela CNN apontam que o governo teve quatro meses para articular e contou com a ajuda do presidente do Senado para segurar a instalação.

Ainda assim, o tempo não foi o suficiente para emplacar uma cúpula que pudesse ser lida como mais segura para o governo na condução dos trabalhos.

Até mesmo parlamentares da base governista manifestaram surpresa com a derrota de Aziz.

Uma vez eleito pela maioria, coube a Viana anunciar o relator, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), que também é visto pela oposição como um aliado.

Os líderes do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), e da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), construíram a articulação de terça-feira (19) para esta quarta (20), data da instalação do colegiado.

A construção da reviravolta ocorreu voto a voto e o nome de Carlos Viana surgiu como uma opção de meio termo para atrair mais apoio dos membros do colegiado.

O senador mineiro e Sóstenes dividiram os esforços e procuraram individualmente os integrantes da comissão ligados à oposição e ao centro para selar um acordo.

Carlos Viana já vinha tentando viabilizar uma candidatura desde que foi indicado pelo Podemos para integrar o colegiado.

Foi aí que ele atraiu a oposição, que viu uma janela para acelerar a escolha já que Viana vinha dialogando com os colegas sobre a presidência.

Fontes ouvidas pela CNN apontam que a articulação, no entanto, não estava no radar de Alcolumbre nem dos parlamentares governistas

A derrota do Planalto também é atribuída às ausências de políticos do MDB na sessão.

O vice-presidente será escolhido na próxima reunião.

O PL ainda tenta emplacar os nomes de Bia Kicis (PL-DF) ou Coronel Fernanda (PL-MT) para a vice-presidência.

Patrocinada pela oposição, a CPMI foi criada para investigar o esquema bilionário de descontos a aposentadorias e pensões.

A abertura do colegiado foi formalizada em junho, e estava pendente a nomeação dos membros e instalação.