Vice-governadora do DF defende Bolsonaro em prisão domiciliar
À CNN, Celina Leão diz que GDF tem feito "gestão" para que ex-presidente não seja levado para regime fechado
A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), defendeu à CNN que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não deveria cumprir pena em regime fechado.
"A gente tem feito gestão para pedidos ao ministro Alexandre para que mantenha ele [Bolsonaro] em prisão domiciliar", afirmou.
Segundo Celina, alguns desses pedidos são apresentados de maneira informal.
No GDF, a situação de Bolsonaro é vista como muito preocupante e a expectativa é de que a definição sobre o local onde Bolsonaro será preso será do próprio relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Alexandre de Moraes.
"Ficamos bem restritos à decisão que a Vara de Execuções Penais vai tomar com o ministro Alexandre de Moraes", afirma Celina.
A CNN entrou em contato com o Supremo para se manifestar sobre os pedidos do GDF. O espaço está aberto.
A vice-governadora é próxima da família Bolsonaro e amiga da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro (PL).
A preocupação levantada é com a saúde do ex-presidente, considerada instável por aliados. As restrições alimentares, após diferentes procedimentos cirúrgicos, são lembradas por pessoas próximas.
O Complexo Penitenciário da Papuda tem três locais já reservados para caso Bolsonaro seja enviado ao local para cumprir a pena. Os três pontos são áreas isoladas e uma é área para vulneráveis.
Bolsonaro aguarda o chamado trânsito em julgado no Supremo Tribunal Federal, ou seja, o encerramento de todos os recursos para que o processo da trama golpista seja considerado finalizado. A expectativa é para que isso ocorra ainda neste ano.
O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, com início em regime fechado, por participação em uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.



