Ausência de governo do Brasil pode ser mal interpretada por USTR, diz fonte
Avaliação é que o processo está fortemente centrado em governos e que a falta de participação oficial do Brasil pode enfraquecer a interlocução do país

A ausência de representantes do governo brasileiro na investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos sobre o Brasil passou a preocupar integrantes do setor privado que acompanham as discussões em Washington, informaram fontes ao blog.
Em conversas de bastidor, a avaliação é que o processo está fortemente centrado em governos e que a falta de participação oficial do Brasil pode enfraquecer a interlocução do país em um momento sensível das tratativas, inclusive com a Europa, que vem protagonizando um longo processo com cobranças por sustentabilidade comprovada dos produtos brasileiros, em especial os do agro.
Enquanto a Comissão Europeia acompanha de perto os desdobramentos e participa das discussões, o Brasil optou por não se fazer representar oficialmente até aqui. Também nos bastidores, a avaliação é que essa ausência pode abrir espaço para uma leitura negativa por parte das autoridades americanas sobre o interesse do país em responder às alegações em análise.
Este espaço poderia ser ocupado pelo Brasil para, ao menos, apresentar protocolos e regras socioambientais já estabelecidas no país, disse uma fonte.
A impressão que ficou é que a discussão no plano governamental pode tomar o mesmo tom técnico, algo que representantes da Comissão Europeia vão aproveitar, mesmo tendo impasses com o governo Donald Trump.
Segundo fontes, o Brasil teria que optar pelo mesmo comportamento.



