Iuri Pitta
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Iuri Pitta

Jornalista, mestre em administração pública e governo e professor universitário. Atuou como repórter, editor e analista em coberturas eleitorais desde 2000

Não deixaremos CPMI do INSS ser instrumentalizada, diz Gleisi à CNN

Ministra de Relações Institucionais ainda admitiu que o resultado da votação, que derrotou as indicações de Davi Alcolumbre e Hugo Motta, ocorreu "por erros na mobilização de nossa base"

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Após a oposição conquistar a presidência e a relatoria da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que apura desvios no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), na manhã desta quarta-feira (20), a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou à CNN que não vai deixar que o colegiado "seja instrumentalizado para atender a interesses políticos".

Gleisi ainda admitiu que o resultado da votação no Congresso, que derrotou o senador Omar Aziz (PSD-AM) para a presidência e o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO) para relator, ocorreu "por erros na mobilização de nossa base".

"Apesar do resultado que a oposição conseguiu hoje, por erros na mobilização de nossa base, vamos continuar trabalhando, corrigindo os erros, para que a CPMI não seja instrumentalizada para atender a interesses políticos. É importante garantir que os trabalhos não interfiram nas investigações em curso e nem no processo de ressarcimento dos aposentados, o que esse governo já está fazendo", disse a ministra à CNN.

A reviravolta no resultado da votação para o comando da CPMI da INSS terminou com o senador Carlos Viana (Podemos-MG) assumindo a presidência da comissão. A relatoria ficou com o deputado Alfredo Gaspar (União-AL).

A oposição conseguiu derrotar as indicações do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Aziz, que era o indicado de Alcolumbre, recebeu 14 votos — três a menos que Viana. Após o resultado, o mais votado designou Gaspar no lugar da indicação de Hugo Motta, que era Ayres.

Reunião após resultado surpresa

Ao término da votação na CPMI, Gleisi convocou senadores e deputados da base aliada do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para uma reunião de emergência no Palácio do Planalto.

Participaram do encontro o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), o deputado Rogério Correia (PT-MG) e aliados que integram a CPMI do INSS.

Embora tenham sido surpreendidos, governistas acreditam que ainda contam com a maioria dos votos e, com isso, poderiam barrar requerimentos sensíveis para o governo.