Jorge Moraes
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Jorge Moraes

Jornalista, creator, premiado como um dos mais admirados do setor automotivo do país, atua no segmento desde 1995 e está presente nos principais salões nacionais e internacionais

Fiat Strada: picape é dona do mercado brasileiro e corre para o hexa

Modelo versátil conquista o público pela utilidade da cabine e da caçamba

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O resultado é matemático: a Fiat Strada segue como o veículo mais consistente do mercado brasileiro. Vendas diretas no varejo são a receita da Stellantis. Em 2025, a picape fechou o ano como a mais comercializada do país, com 142.891 unidades emplacadas, segundo dados da Fenabrave.

O resultado manteve o modelo no topo pelo quinto ano consecutivo e, do jeito que vai, a Fiat deve se preparar para conquistar o hexa ante a presença dos SUVs compactos e dos hatches elétricos, os maiores competidores do momento.

Em 2026, até o mês passado, a Strada somava aproximadamente 68,7 mil unidades emplacadas e, considerando os resultados mensais já divulgados, foram 16.706 unidades em março, 14.905 em abril e 15.395 em maio, mês em que o Fiat teve seu melhor desempenho.

Mas qual seria o segredo para tanto desempenho? A versatilidade da cabine dupla ou a pegada do serviço na proposta custo-benefício da cabine simples? As duas alternativas estão corretas. A Strada ocupa o espaço de carro de trabalho, veículo familiar, de negócio e com um bom valor de revenda.

A montadora sugere ao microempreendedor e prestador de serviço, por exemplo, uma solução lógica para quem antes precisava de um segundo carro dentro de casa. A picape, nesse ponto, veste a farda da utilidade, servindo como auto de passeio e serviço, com baixa manutenção e versões para diferentes bolsos. Mesmo que criticada pelo acabamento espartano a bordo.

Mecânica

Sem segredo, a Fiat Strada é oferecida com duas opções de motorização. Nas versões de entrada, o modelo utiliza o 1.3 Firefly flex de quatro cilindros com 107 cavalos de potência com etanol e 13,7 kgfm de torque, sempre associado ao câmbio manual de cinco marchas e tração dianteira.

O motor 1.0 Turbo 200 Flex, que desenvolve até 130 cv de potência e 20,4 kgfm de torque, trabalha em conjunto com uma transmissão automática CVT que simula sete marchas. A Strada tem direção elétrica, controle eletrônico de estabilidade, assistente de partida em rampas e sistema de monitoramento da pressão dos pneus. Por baixo, suspensão dianteira independente do tipo McPherson e eixo traseiro rígido com feixe de molas.

A capacidade de carga varia de acordo com a versão. Na cabine simples, pode transportar até cerca de 720 kg de carga útil. Na cabine dupla, a capacidade fica entre 650 kg e 680 kg. Outro dado importante: o volume da caçamba chega a 1.354 litros na cabine simples e 844 litros na dupla.

Em relação ao reboque, a Strada possui capacidade para tracionar até 400 kg em reboque sem freio e até 700 kg em reboque com sistema de freio próprio.

O que vem por aí

O sucesso do carro inspirou a concorrência. Certamente, depois da Tukan, antes ou depois da nova Amarok, a VW vai precisar renovar a Saveiro. A Chevrolet, com a Montana, está um passo acima da concorrência, com um produto ligeiramente maior e mais caprichado, enquanto a BYD virá com o concorrente, menor que a nova Mako, no ano que vem.