Análise: 2º turno testará capacidade de falar para fora da bolha
Entre os eleitores de Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), as primeiras pesquisas indicam vantagem de Flávio na migração dos votos
O segundo turno testa Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não apenas na capacidade de convencer quem pensa diferente, mas de alcançar quem até agora preferiu ficar fora da escolha.
São dois tipos de eleitores: quem fugiu da polarização no primeiro turno e quem nem foi votar.
Entre os eleitores de Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), as primeiras pesquisas indicam vantagem de Flávio na migração dos votos.
O segundo grupo é maior e mais imprevisível. São mais de 33 milhões de brasileiros, a maior abstenção numa eleição presidencial desde 1998. É nele a aposta da campanha de Lula para tentar uma virada.
O desafio maior é que para chegar a esse eleitor, não basta repetir o discurso que mobiliza quem já escolheu um lado. É preciso falar com quem não se viu representado na disputa e está desmotivado sobre as mudanças do país.



