Análise: Canetada sobre combustíveis e a conta fica para depois
A guerra no Oriente Médio pressiona o petróleo; mas há outro calendário correndo: o eleitor volta às urnas para o segundo turno daqui a 16 dias
Nesta sexta-feira (9), a campanha presidencial chegou à bomba de gasolina.
Primeiro veio a inflação mais alta. Horas depois, o governo zerou os impostos federais sobre a gasolina e ampliou a ajuda a outros combustíveis.
A guerra no Oriente Médio pressiona o petróleo. Mas há outro calendário correndo: o eleitor volta às urnas daqui a 16 dias.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem a caneta na mão para reagir à crise, mas também tem que explicar quanto custam as medidas que toma.
Na outra ponta, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) começa a abrir o plano econômico. promete cortar gastos e impostos, preservar programas e mudar a regra fiscal. O mercado quer mais detalhes.
Para os dois, talvez essa seja a conta mais difícil: aliviar o presente sem empurrar a conta para depois.



