Análise: IA eleitoral testa limites das regras do jogo
Vídeos com avatar de Jair Bolsonaro e familiares de Cleitinho Azevedo se tornam exemplos de problema que Justiça Eleitoral precisa resolver
A inteligência artificial entrou na campanha eleitoral e já trouxe problemas que a legislação ainda tenta entender como resolver.
Um avatar de Jair Bolsonaro apareceu no palanque do PL e colocou a Justiça Eleitoral diante de uma decisão que pode abrir ou fechar caminho para que outras campanhas façam o mesmo.
Em outro caso, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) usou a recriação digital de familiares já falecidos em um vídeo no qual sinaliza que seguiria em frente na candidatura ao governo de Minas Gerais.
Os episódios são diferentes, mas mostram como a tecnologia tem sido usada para recriar presenças, falas e até emoções que nunca existiram daquela forma.
Com autorização ou sem ela, o uso da IA na política chega a um novo patamar. E a polêmica cresce na mesma medida.
Cabe à Justiça Eleitoral definir até onde esse recurso pode ir e quem responde quando uma imagem criada por computador é usada para contornar uma restrição, explorar a comoção ou influenciar o voto.


