Julliana Lopes
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Julliana Lopes

Foi repórter no SBT e na CNN em Brasília. Agora em SP, Julliana trouxe na bagagem vasta experiência em coberturas no Congresso e no governo federal

Lula e Flávio travam 333 disputas diretas no TSE

Ritmo de ações é oito vezes o de 2022; embate chegou ao STF com o caso sobre Nossa Senhora Aparecida

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A quarto dias do primeiro turno, as campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) estão em lados opostos em 333 processos no (TSE) Tribunal Superior Eleitoral, segundo levantamento da CNN. Lula e aliados são autores de 164 ações contra Flávio. Flávio e aliados apresentaram 169 contra o presidente.

A maior parte das ações envolve pedidos de direito de resposta, retirada de conteúdo e acusações de propaganda eleitoral irregular.

Segundo o PT, Lula e aliados são autores de 283 processos e alvo de 222. O PL informa que Flávio, o candidato a vice, Alfredo Gaspar, e o partido apresentaram 218 ações e são alvo de 173 desde o início oficial da campanha, em 16 de agosto.

Cada partido usa critérios próprios na contagem, e os números incluem processos contra outros candidatos, partidos, entidades e perfis em redes sociais.

No confronto direto, porém, os números mostram um equilíbrio: a diferença entre as duas campanhas é de apenas cinco processos. Na reta final, PT e PL acionam a Justiça Eleitoral contra o principal adversário em ritmo praticamente idêntico.

A judicialização também cresceu em relação à eleição passada. Em 2022, Lula e Jair Bolsonaro se enfrentaram diretamente em 23 processos no TSE nos primeiros 25 dias de campanha — 15 apresentados por Lula e oito por Bolsonaro. Considerada a média diária, o ritmo de ações entre os dois principais adversários em 2026 é cerca de oito vezes maior.

Um dos episódios mais recentes levou o embate ao (STF) Supremo Tribunal Federal. Publicações nas redes atribuíram a Flávio a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, o que ele nega. André Mendonça, vice-presidente do TSE, determinou a retirada dos conteúdos. Flávio Dino, do STF, derrubou a ordem e, depois, Luiz Fux suspendeu a decisão de Dino a pedido de Flávio.

O caso será analisado pelo plenário do Supremo.