PT ignora base ampla e aposta em nome ligado a Dino no Maranhão
Lula confirma Felipe Camarão em meio a cenário de divisão política no grupo governista do Maranhão

A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de declarar apoio, no último dia 12 de maio, à pré-candidatura de Felipe Camarão (PT) ao governo do Maranhão aprofundou a disputa política dentro do campo governista no estado.
O apoio foi declarado em vídeo divulgado pelo Partido dos Trabalhadores, no qual Lula afirmou que Camarão será, “se Deus quiser”, o candidato da legenda ao Palácio dos Leões em 2026.
Aliado histórico do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino, Camarão foi secretário de Educação em sua gestão e depois escolhido para a vice-governadoria. Agora, recebe o respaldo formal do PT, mesmo aparecendo atrás nas pesquisas de intenção de voto.
A escolha chama atenção porque ocorre em meio ao fortalecimento político do governador Carlos Brandão (PSB), que reúne ampla base partidária, apoio de prefeitos e índices elevados de aprovação.
A avaliação dentro do PT é que a decisão preserva a aliança nacional com Flávio Dino, mesmo em meio ao desgaste político entre o grupo do ministro e o do governador maranhense.
Ao mesmo tempo, setores do partido no Maranhão seguem alinhados ao governo Brandão e defendem uma composição mais ampla para 2026.
Enquanto Camarão tenta ampliar viabilidade eleitoral, o grupo ligado a Orleans Brandão amplia apoios políticos e espaço nas pesquisas, em um cenário no qual Lula tenta preservar a relação com Flávio Dino sem romper completamente com a ampla base liderada por Brandão no estado.



