Análise: Lulinha e Jaques Wagner levam Lula de volta à defensiva
O momento é conveniente para Flávio Bolsonaro, que ainda não tem um vice definido, mas ganha um assunto capaz de unificar a oposição e deslocar o foco negativo para o Planalto
As investigações sobre Lulinha e Jaques Wagner dão à oposição um caminho fácil contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O desgaste começa antes mesmo do resultado das apurações. A suspeita de que o filho do presidente tenha encontrado portas abertas no governo já é um problema de campanha.
E o caso de Jaques Wagner aumenta a pressão. Atinge um dos principais articuladores de Lula e reforça o discurso da direita.
Para Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o momento é conveniente. A campanha ainda não definiu um vice, nem conseguiu superar os próprios atropelos. Mas agora, ganha um assunto capaz de unificar a oposição e deslocar o foco negativo para o Planalto.
Na defensiva, Lula diz que não haverá privilégio para o filho, nem interferência. Tenta marcar distância das acusações de que Jair Bolsonaro agiu para proteger os filhos e limitar a Polícia Federal.
Mas a resposta institucional não elimina o risco político. Enquanto os casos estiverem abertos, Lulinha e Jaques continuarão dentro da campanha.


