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    Julliana Lopes

    Julliana Lopes

    Foi repórter no SBT e na CNN em Brasília. Agora em SP, Julliana trouxe na bagagem vasta experiência em coberturas no Congresso e no governo federal

    Ato de Bolsonaro faz governo recalcular estratégia de atuação em comissões do Congresso

    Aliados de Lula tentam ampliar controle sobre pautas para combater oposição, fortalecida por ex-presidente

    Ato de Bolsonaro faz governo recalcular estratégia de atuação em comissões do Congresso
    Ato de Bolsonaro faz governo recalcular estratégia de atuação em comissões do Congresso

    As disputas que envolvem a composição das comissões permanentes da Câmara dos Deputados estão sendo marcadas por uma nova forma de atuação da base governista.

    Na última reunião com deputados aliados, lideranças do governo repassaram o pedido do presidente Lula por uma mudança de postura dentro dos grupos responsáveis por balizar as propostas da Casa.

    Apesar de evitar comentários públicos sobre o assunto, o governo admite internamente que ato do ex-presidente Jair Bolsonaro, realizado na Avenida Paulista, serviu para fortalecer a imagem da oposição e inflamar as pautas defendidas pelo grupo.

    Um movimento de resposta consiste, num primeiro momento, na ampliação da presença de aliados do governo nas cadeiras das comissões. A defesa pela maior quantidade de integrantes é também pelo controle maior sobre a votação de pareceres, além de mais tempo de discurso em dias de sessão.

    A avaliação de governistas é que a mesma estratégia tem sido usada por oposicionistas, dispostos a colocarem em pauta assuntos que desgastam a imagem do governo. Fazem parte da lista o marco temporal da terras indígenas, as mudanças sobre o estatuto do desarmamento, além de projetos que tratam sobre aborto e porte de drogas

    Uma segunda parte do movimento de contra ataque consiste em aumentar a pressão na briga partidária pela chefia dos colegiados. O impasse vem travando a pauta de votações em plenário e deixando temas não consensuais à espera.

    A mudança de rota faz o PT trabalhar para costurar um acordo com o presidente da Câmara, Arthur Lira, na tentativa de demover o PL do comando da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

    A legenda de Bolsonaro alega um acordo, firmado no passado, para assumir o controle sobre da comissão em 2024. Já a cúpula petista na Câmara nega o combinado e tenta emplacar um nome não bolsonarista para o controle do colegiado de peso.

    Pelo partido de Bolsonaro, a indicada para a função é a deputada Caroline de Toni (PL-SC), considerada “radical” por boa parte da Câmara. A parlamentar foi uma das poucas a receber autorização para subir no trio do ex-presidente durante o evento da Paulista e tem sustentado discursos e votos contrário às pautas de interesse do governo.

    Pressionados para a escolha de um nome mais moderado, representantes do PL tem afirmado que não vão abrir mão da deputada, chancelada por Valdemar Costa Neto.

    O PT, no entanto, aposta na negociação de outros colegiados para convencer os rivais. E diante do impasse, a orientação do governo é não ter pressa.