Julliana Lopes
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Julliana Lopes

Foi repórter no SBT e na CNN em Brasília. Agora em SP, Julliana trouxe na bagagem vasta experiência em coberturas no Congresso e no governo federal

Caso de bebidas adulteradas não é "ação isolada", diz relator de projeto

Em meio à crise do metanol, deputado Kiko Celeguim prepara texto que prevê punição ampla para quem armazena e vende bebida falsificada; votação pode ocorrer na próxima semana

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O relator do projeto das bebidas adulteradas, deputado federal Kiko Celeguim (PT-SP), afirmou que ainda é cedo para descartar a ligação de organizações criminosas com os casos de intoxicação por metanol registrados em todo o país.

À CNN, o parlamentar criticou o que chamou de tentativa de minimizar o papel do crime organizado na crise das bebidas falsificadas, especialmente em São Paulo.

"Falar em falsificação de bebidas sem reconhecer a influência de grandes quadrilhas é fechar os olhos para a realidade. Essa é uma estrutura que exige investimento, maquinário e logística — não é ação isolada, é operação criminosa", afirmou o relator.

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, e o governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), já negaram, por mais de uma vez, o envolvimento do PCC (Primeiro Comando da Capital) no crime.

Celeguim trabalha nos detalhes finais no texto que torna crime hediondo a adulteração de bebidas no país.

Incluída na lista de pautas prioritárias do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), a proposta já tramita em regime de urgência e pode ser votada em plenário na próxima semana.

"Parte do nosso relatório vai propor que a mera intenção de falsificar, evidenciada pela posse em larga escala de vasilhames, rótulos e lacres, já seja tratada como crime com pena elevada. Isso é fundamental para dar às autoridades instrumentos de prevenção e punição mais efetivos", disse o deputado do PT.

Na sexta-feira (10), a Polícia Militar fechou uma fábrica clandestina de bebidas alcoólicas em Barueri, na Grande São Paulo. No local, os militares encontraram uma grande quantidade de garrafas, rótulos, lacres e materiais utilizados na falsificação de bebidas.