Julliana Lopes
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Julliana Lopes

Foi repórter no SBT e na CNN em Brasília. Agora em SP, Julliana trouxe na bagagem vasta experiência em coberturas no Congresso e no governo federal

Condenado pelo STF, Garnier tenta no STM evitar perda de patente

Em documento encaminhado ao tribunal militar, defesa argumenta que permanência do ex-chefe da Marinha nas Forças Armadas deve ser avaliada separadamente

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A defesa do almirante da reserva Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha no governo Jair Bolsonaro, pediu ao STM (Superior Tribunal Militar) que a condenação imposta pelo STF (Supremo Tribunal Federal) não leve automaticamente à perda de patente do militar.

O argumento foi apresentado em manifestação enviada ao tribunal, nesta segunda-feira (10), no processo que avalia a declaração de indignidade para o oficialato, procedimento previsto na Constituição para decidir se um oficial condenado pode permanecer na estrutura das Forças Armadas.

No documento, os advogados Marcelo Ferreira e Felipe Dalleprane argumentam que a Procuradoria da Justiça Militar estaria tratando a condenação penal como suficiente para retirar o status militar de Garnier. Para a defesa, essa interpretação transformaria o julgamento no STM em uma simples confirmação da decisão do STF.

A defesa afirma que a perda da patente depende de decisão própria da Justiça Militar e argumenta que a exclusão de um oficial das Forças Armadas é uma das punições mais severas do direito militar.

O almirante da reserva Almir Garnier Santos foi condenado pelo STF por participar da articulação para um golpe de Estado após as eleições de 2022.

Ao pedir a perda de patente, o Ministério Público Militar apontou que o ex-comandante da Marinha foi o único dos três chefes das Forças Armadas a ter aderido à trama golpista junto ao ex-presidente Jair Bolsonaro.