CPMI do INSS: Mendonça veta voo particular de Vorcaro e reduz temor de fuga
Pedido do presidente da comissão para uso de jatinho gerou divergências internas
Integrantes da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) receberam com alívio a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, que autorizou o deslocamento do banqueiro Daniel Vorcaro a Brasília apenas em voo comercial ou em aeronave da Polícia Federal.
Nos bastidores da comissão, a possibilidade de o empresário viajar em avião particular — próprio ou de terceiros — para prestar depoimento era vista com receio, diante do risco de fuga do país.
Nesta quinta-feira (19), o presidente da comissão, senador Carlos Viana (PODE-MG), encaminhou pedido ao ministro para que o transporte do dono do Banco Master, de Belo Horizonte à capital federal, pudesse ocorrer em aeronave privada.
No documento enviado ao gabinete de Mendonça, o parlamentar argumentou que a medida representaria “economia ao erário”. O pedido previa que o trajeto fosse realizado sob escolta de policiais legislativos ou agentes da Polícia Federal.
Parlamentares ouvidos pela CNN Brasil afirmam que a solicitação dividiu integrantes da cúpula da comissão, mesmo com a previsão de custódia do investigado. O requerimento foi encaminhado ao STF sem consenso interno.
A avaliação entre membros da CPMI é que a decisão do ministro acabou por fixar critérios objetivos para o transporte e a custódia de Vorcaro — parâmetros que também devem ser observados pela CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado, onde o banqueiro é aguardado para depor na próxima semana.
Vorcaro cumpre medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, e só pode deixar Belo Horizonte com autorização judicial.



