Julliana Lopes
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Julliana Lopes

Foi repórter no SBT e na CNN em Brasília. Agora em SP, Julliana trouxe na bagagem vasta experiência em coberturas no Congresso e no governo federal

Fala de Lula põe governo contra população, diz relator da PEC da Segurança

Mendonça Filho teme que reação popular gere indisposição na Câmara para tramitação da proposta.

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O relator da PEC da Segurança na Câmara, deputado Mendonça Filho (União - PE), afirmou à CNN temer que a fala do presidente Lula sobre traficantes de drogas cause uma indisposição popular.

A avaliação é que, diante das tratativas para destravar no Congresso a proposta encaminhada pelo governo, uma fala impopular sobre segurança pública abre espaço para reação da oposição.

"É um posicionamento que coloca o governo na contramão da população e pode gerar um clima ruim para a tramitação da proposta, que precisa de um ambiente de pacificação", afirmou o parlamentar.

Diante da repercussão negativa, bastaram algumas horas para que o presidente Lula fizesse uma retratação. Nas redes sociais o petista afirmou que fez uma "frase mal colocada nesta quinta".

Enquanto o tema repercute mal para o governo entre oposicionistas, governistas tentam calcular o tamanho do prejuízo para a proposta.

Em tempos de preparação para um ano eleitoral, o tema entrou na agenda prioritária para o Palácio do Planalto e o Ministério da Justiça.

Nas redes sociais, Mendonça Filho foi ainda mais duro sobre a fala de Lula e fez críticas ao PT.

"A fala mostra como o PT e parte da esquerda querem enfrentar o crime. Transformando traficante em vítima. É um tapa na cara nos pais e mães de família que perderam e perdem diariamente filhos para o tráfico", escreveu o deputado.

O governo federal enviou a PEC da Segurança ao Congresso em março deste ano, em meio a críticas de governadores da direita sobre o tema.
Em julho o texto foi aprovado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa, após a retirada de pontos considerados polêmicos, como a prerrogativa exclusiva da União para legislar sobre a área.

A tramitação segue agora em comissão especial. No colegiado, parlamentares seguem em uma agenda de debates sobre o tema em audiências públicas.