PL volta a defender anistia como "único remédio" para Bolsonaro
Oposição deve reforçar pressão por proposta que perdoa condenados pelos ataques de 8 de janeiro.

Representantes da oposição na Câmara dos Deputados prometem reiniciar na próxima segunda-feira (24) a ofensiva pela anistia aos condenados pelo 8 de janeiro.
Abandonada nas últimas semanas, a pauta deve ser debatida em reuniões da bancada do PL e de líderes partidários no início da semana.
Entre aliados do ex-presidente, a avaliação é que a prisão preventiva de Bolsonaro pode dar gás às articulações.
Nas palavras de um parlamentar da sigla, ouvido sob reserva pela CNN, a anistia é agora "o único remédio capaz de salvar o capital político de um ex-presidente perseguido pelo judiciário brasileiro".
A avaliação leva em conta a redução das chances de salvar Bolsonaro do regime fechado após violação explícita da tornozeleira eletrônica usada pelo ex-mandatário.
O PL deve insistir na estratégia de propor em plenário uma emenda ao projeto relatado por Paulinho da Força (Solidariedade) sobre anistia ampla e irrestrita. E para que o assunto seja decidido no voto.
O partido também articula a tentativa de impor uma cláusula que permita que ex-presidentes sejam presos apenas em regime domiciliar.
Internamente o deputado segue com a defesa de que a proposta de dosimetria - redução de penas - é mais palatável para o Centrão. E a menos problemática aos olhos da Suprema Corte.



