Flávio ancora plano de governo em gestão Bolsonaro e menciona pai 22 vezes
Documento cita gestão do pai e promete retomar políticas em áreas como economia, educação e infraestrutura
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ancora parte de seu plano de governo para a Presidência da República em ações da gestão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao longo de 76 páginas de propostas, o documento faz 22 referências ao presidente Jair Bolsonaro ou ao governo Bolsonaro, apresentando medidas adotadas entre 2019 e 2022 como modelo para políticas que pretende retomar, aprofundar ou concluir.
A referência ao pai aparece já na apresentação dos princípios que orientam o programa. O texto afirma que a forma de governar defendida por Flávio já teria produzido resultados durante a gestão do patriarca do clã.
"Essa forma de governar já demonstrou sua capacidade de produzir resultados concretos. Foi com esses princípios que o governo do Presidente Jair Bolsonaro enfrentou um dos períodos mais desafiadores da história recente, preservando a responsabilidade fiscal, fortalecendo a proteção às famílias mais vulneráveis, realizando reformas estruturantes e modernizando o Estado, mesmo diante da pandemia e dos impactos da guerra no cenário internacional", cita o texto.
Batizado de “Para o Brasil Vencer o Atraso”, o plano de Flávio usa em diferentes capítulos expressões de continuidade em relação à gestão de Jair.
Ao tratar de economia, por exemplo, afirma que, mesmo durante a pandemia, houve redução da relação entre dívida e PIB e atribui ao governo Bolsonaro redução de tributos e queda nos preços de energia, telefone e gasolina. “Vamos fazer de novo, e vamos fazer mais”, diz o documento.
Ao tratar da digitalização dos serviços públicos, o plano reivindica diretamente as ações da gestão de Jair Bolsonaro. “Nós já mostramos que é possível fazer diferente”, afirma o documento, antes de dizer que o governo do ex-presidente transformou o Brasil em “uma referência mundial em governo digital”.
O texto cita a expansão do Gov.br, o PIX, a Carteira de Trabalho Digital, a prova de vida pelo celular e o Sistema Eletrônico dos Registros Públicos. Também atribui à gestão Bolsonaro a realização do leilão do 5G, apresentado como base para a expansão desses serviços.
Na educação, o programa afirma que, durante o governo Bolsonaro, a família voltou ao centro das políticas públicas e houve a defesa de uma escola “que ensina, e não que doutrina”.
"No governo Bolsonaro, voltamos a colocar a família no centro das políticas públicas e a defender uma escola que ensina, e não que doutrina, respeitando os valores que os pais passam em casa. Vamos retomar esse caminho, garantindo que os bons sistemas e as boas experiências sejam aproveitados por toda rede de ensino. Com isso, iremos muito além", diz.
Na saúde, o filho mais velho de Bolsonaro promete concluir um trabalho que, segundo o plano, começou no governo do pai. O texto cita a criação do Conecte SUS e a integração dos sistemas de saúde como ponto de partida para a proposta de implantação de um prontuário eletrônico único. “Agora vamos concluí-lo”, afirma.
Flávio também usa a gestão Bolsonaro como referência para ações na Infraestrutura e Energia, citando, por exemplo, a conclusão do Eixo Norte da Transposição do Rio São Francisco e a Nova Lei do Gás. "Vamos dar continuidade a esse caminho", diz o texto.
O programa ainda reivindica ações da gestão Bolsonaro em áreas como liberdade econômica, regularização fundiária, saneamento, meio ambiente e relação com estados e municípios. Ao tratar do pacto federativo, por exemplo, destaca o socorro financeiro concedido aos entes durante a pandemia e promete “retomar e aprofundar esse caminho”.


