Lula insiste em defender ações do governo e adia início da pré-campanha
Presidente aposta em pacotes de bondades para melhorar popularidade da gestão e diminuir rejeição

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) insiste na estratégia de priorizar a defesa das ações do governo e adiar o início da pré-campanha pela reeleição em 2026.
A avaliação do petista é que ainda há espaço para melhorar a popularidade da gestão e reduzir a rejeição ao seu nome antes de entrar efetivamente nas agendas eleitorais.
Segundo aliados, Lula tem repetido que o foco neste momento deve ser a divulgação de programas, obras e medidas do governo federal.
Neste mês de maio, a cinco meses da eleição, Lula acelerou o anúncio de medidas em busca de uma agenda positiva. Na segunda-feira (25), fechou acordo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pelo fim da escala 6x1 com transição de um ano. O texto ainda precisa ser votado na Casa antes de seguir para o Senado.
Antes disso, o petista publicou uma MP (medida provisória) colocando fim à chamada taxa das blusinhas, como ficou conhecido o imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 em plataformas digitais implementado neste mandato de Lula.
Outra MP criou uma linha de crédito de até R$ 30 bilhões para taxistas e motoristas de aplicativo financiarem veículos novos com juros reduzidos. A iniciativa faz parte do programa Move Brasil.
Também apresentou um pacote de combate ao crime organizado com investimento de R$ 11 bilhões. A segurança pública é uma das principais preocupações do eleitorado.
A mais recente pesquisa Datafolha aponta que o pacote de medidas do governo em ano eleitoral tem surtido efeito. A aprovação subiu de 45%, no levantamento anterior, para 48%. Já a desaprovação caiu de 51% para 48%.
A orientação de Lula também é evitar movimentos que possam antecipar o calendário eleitoral, como participação em lançamentos de pré-candidaturas ou agendas de campanha.
A avaliação no entorno do presidente é que antecipar a disputa eleitoral poderia reduzir o espaço político do próprio governo antes da hora.
Auxiliares de Lula argumentam que iniciar reuniões partidárias e agendas de campanha agora acabaria passando a impressão de um mandato já voltado apenas para a sucessão presidencial.



